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Fest verão de São Pedro da Aldeia: do lazer à espetacularização dos esportes de praia

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André de Brito Oliveira

André de Brito Oliveira

André de Brito Oliveira, professor formado pelo Curso Formação de Professores – Normal – em 1997, aos 17 anos, quando ingressou o magistério. Em 2003, conquistou a Licenciatura Plena em Educação Física; em 2006, a especialização em Treinamento Desportivo e, em 2009, a Educação Especial latu sensu. Em 2016, apoiado por doutores como Alfredo Faria Jr, Maurício Capinussu, Maurício Murad, Carlos Alberto Figueiredo, Roberto Ferreira e outros, recebeu o título de Mestre em Ciências da Atividade Física, sendo orientado pela Dra. Renata Osborne – professora apaixonada por atividade física e natureza. Ao longo de 20 anos de trabalho no magistério, acumulou muitas experiências no campo do ensino e da pesquisa, chegando a ser docente do Curso de Pós-graduação da UFJF.

O presente livro é fruto de uma pesquisa etnográfica que teve como objeto de investigação o projeto Fest Verão, realizado sob a forma de jogos de praia em São Pedro da Aldeia, no Estado do Rio de Janeiro. A manifestação deste evento na cultura local, sua importância para a cidade e para as pessoas, sua realização intensa e crescente por quase meio século, sustentaram o objetivo desta pesquisa: compreender seu processo histórico, os fatos que marcaram as diversas edições, bem como os sentidos e significados atribuídos a este evento pelos sujeitos locais. Esta longa caminhada etnográfica levou às seguintes conclusões: com o encerramento das atividades do São Pedro Atlético Clube, os jovens começaram a reinventar suas práticas de lazer, ocupando um grande espaço de areia às margens da Praia do Centro. Com a criação, em maio de 1969, da Praça Hermógenes Freire da Costa neste espaço, estes jovens se apropriaram do campo de areia criado neste cenário. Em dezembro do mesmo ano foi criado o primeiro torneio e, até os dias atuais, a competição existe no local, sempre à noite, no período de verão. Ao longo dos anos, a esportivização determinou a direção em que o Fest Verão deveria caminhar e, com adesão a outras modalidades, o evento evoluiu para a condição de grande espetáculo, como ocorrido em 2016. Esta evolução trouxe para dentro do evento, muitos profissionais de grandes clubes, inclusive estrangeiros. Com isso, os atletas amadores da comunidade foram perdendo espaço e o torcedor perdendo a referência de seus heróis e vilões locais. Este cenário produziu uma grande ruptura na identidade da manifestação destes jogos e, sobretudo, na teia de relacionamentos dos sujeitos culturais. Para efeito da contagem das edições dos jogos ao longo de 47 anos de existência, foi levada em conta toda e qualquer competição que contemplasse jogos de praia, de campo ou de quadra, realizada no período de verão pela iniciativa popular, pública ou privada, independente da proporção do evento. Por fim, considerando oito anos de inexistência dos jogos na história da competição, em 2016 deveria ser comemorada a 39ª Edição do Fest Verão, e não, a 33ª como foi festejada.